segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

EU, BORBOLETA



Adormecia em meu casulo.
Quisera nunca ter saído dele
Nem ter voado por entre as flores.
No corpo de uma borboleta azul
Surgi no meu esplendor e fui onde jamais sonhava voar
De carona no vento
Vôos precoces
Fui então tocada por um caçador, que não me prendeu
Mas atraiu-me para seu jardim encantador
E lá fui feliz...
Experimentei extasiada
Provei das flores o mel,
Voei contra o vento
Dancei ao calor do Sol, num ritmo insinuante
Movimentos de posse...

Um dia...
O caçador soprou-me ao vento
E triste eu fui pra não mais voltar...

Sinto-me agora solta no ar
Sem amor, mas também sem desamor
Vez ou outra me agito
À lembrança daquele jardim
Indecisa, pouso no mesmo lugar

Permaneço agora nesse imenso jardim
Impulsos mais lentos
A espera de outro caçador
Para dar o vôo intrigante

Será uma incansável espera...

Mey Li


 Respeite os direitos autorais.   Imagem: Google



BORBOLETAS



Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mario Quintana


 Respeite os direitos autorais.   Imagem: Google

sábado, 22 de outubro de 2011

HIPOCRISIA



 De repente percebi com tristeza o quanto eu já não sou mais eu
Dentro de mim borbulham emoções inexatas, vagas...

Porque os meus pensamentos não estão expressos nas palavras
Palavras que saem sem sentido

Porque o sorriso que brota em meu rosto não é o mesmo sorriso de antes
Não há verdade nele

Como não há verdade no colorido momentâneo
Quando demonstro sentimentos que não estão em mim

Por que eu me obrigo a dizer sim, quando deveria dizer não
Porque teimo em ficar, mesmo necessitando partir

E por querer amar, mas  ficar indiferente

De onde veio toda essa hipocrisia que agora me aflige?

Mey Li

Respeite os direitos autorais.  Imagem: Google

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Alquimia da queda




Lembre-se:
O inferno nasceu em um belo bosque,
Tarde ensolarada em que toda vida
Foi imersa e coagulada
Constante provação,
calcinada relação.

Reação comum
Sublimada no calor da emoção.
Naquela tarde a humanidade
Foi visitada pela condenação.

O inferno é um bosque

Onde as idéias não amadurecem


                            Anderson Ulquiorra


                                                Respeite os direitos autorais.   Imagem: Google

Um abraço noturno


A paisagem noturna
Arbustos secos, desfolhados
Compõe o espectro oportuno
Sombras da noite
Trazem a saudade
Memórias vitimadas pelo boicote.

Eu sou a sombra de um deserto 
Eu sou a garantia do medo
Eu sou quem sequestra 
Sem intenção de resgate.

Me apresento sempre no ultimo instante


Anderson Ulquiorra.  


(Poema inspirado no livro "A menina que roubava livros".)
Respeite os direitos autorais.   Imagem: Google


terça-feira, 18 de outubro de 2011

“Desejos”


Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor (...)
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável (...)
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canção de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr do sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade

VOCÊ



Parece que qualquer coisa que eu diga... Ofende o que eu sinto...
Eu não consigo ouvir seu nome sem brotar um sorriso no meu rosto
Não consigo imaginar sua voz sem brilhar meus olhos
Não sei se dizem outro nome... 
Eu sempre ouço um
Não consigo ver um casal junto sem sonhar com o dia em que nós dois estaremos assim
Não consigo olhar o céu sem sentir o seu calor nas estrelas
Não consigo levantar, de manhã, sem imaginar seu sorriso me encorajando pra mais um dia de luta
Seus olhos me protegendo e abrindo os caminhos de possibilidades à minha frente
Seus braços à minha volta, me protegendo de qualquer coisa que possa me fazer mal
Acho que não consigo mais viver sem pensar em você.

                                                                                     De Jonathan Cordeiro 



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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Anseios


Quem não anseia por uma brisa afável e delicada que sopre sobre você
E traga em seu floreio inconstante
A doce tranquilidade
 E a suavidade de paz

Quem não anseia por uma brisa suave
Que afague os cabelos
Toque no rosto com ternura, beijando-lhe as faces
Que estremeça os desejos da alma
Acaricie todo o ser
Acalente num abraço acolhedor
E sussurre promessas aos ouvidos

Quem não anseia por uma brisa suave que faça
Fechar os olhos
Erguer os braços
Suspirar profundamente saboreando esse sutil momento
E ainda sem despertar
 Se embalar nessa dança delirante
Imaginando a alma flutuando ao sabor dessa gostosa brisa
E experimentando a sensação de liberdade fluindo no corpo

Quem não anseia por uma brisa que vai e vem como bem quer
Que traga um  forte  sopro 
Dissipando como uma nuvem
A sufocante tristeza
O deserto dentro do peito
E o insistente vício

Quem não anseia por uma brisa  que sopre suave e devolva
O verdadeiro brilho dos olhos
O riso genuíno
 A cor de seus sonhos
E reavive o pulsar acelerado do coração
* * * 
   Quando essa brisa mágica vier, não a deixe  passar,  não fuja dela, apenas feche os olhos e sinta.
Mey Li
Respeite os direitos autorais.   Imagem: Google

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A PALAVRA MÁGICA


CERTA PALAVRA DORME NA SOMBRA

DE UM LIVRO RARO.
COMO DESENCANTÁ-LA?
É A SENHA DA VIDA
A SENHA DO MUNDO.
VOU PROCURÁ-LA.

VOU PROCURÁ-LA A VIDA INTEIRA
NO MUNDO TODO.
SE TARDA O ENCONTRO, SE
NÃO A ENCONTRO,
NÃO DESANIMO,
PROCURO SEMPRE.

PROCURO SEMPRE, E MINHA
PROCURA
FICARÁ SENDO
MINHA PALAVRA. 


Carlos Drummond de Andrade

Poema dedicado a nós que temos, sem modéstia, sensibilidade nota 10.


Coração

Coração simboliza a vida, pois quando der a ultima batida... É porque a vida foi extraída.


Ele está associado ao amor, num jeito de dizer que sem amor não há vida.

E sem vida não há amor.

Portanto é um privilégio tocar no mais íntimo de alguém.

A forma de tocar em alguém ou de ser tocado por alguém... Depende do tipo de coração que você tem.

Há corações de todos os tipos.

Corações borboletantes, voam de lá para cá querendo ansiosamente viver e amar

Corações grandes e abertos, onde todos podem entrar

Corações pequenos e tímidos só conseguem entrar quem realmente o conquistar

Corações trancados com cadeados pra não revelar seus mais íntimos segredos

Corações misteriosos com entradas secretas e cheios de labirintos, sendo necessário um mapa pra chegar ao seu destino

Corações descontraídos, fáceis de conhecer, animados e contagiantes

Corações viajantes como navios à vela, belos, mas distante

Corações corajosos enfrentam todas as tempestades e não tem medo de viver  aventuras

Corações rancorosos por guardar ressentimentos

Corações receosos, desconfiados e com medo de serem enganados

Corações rebeldes e selvagens, não suportam laços e nem correntes

Corações carentes, sempre clamando por afeto

Corações plenos, que se satisfazem em descobrir a nobreza dos outros corações e esquecem de si mesmos

Corações teatrais, cuja vida é uma comédia ou uma tragédia

Corações poetas que vivem de sonhos e ilusões

Corações duros onde nada o abala

Corações frágeis como vidro, se estilhaçado nada o recompõe

Corações hospedeiros recebem e fazem sentir os outros corações como se fossem únicos, enquanto buscam o seu coração gêmeo.

Descobriu qual é o seu?

Ou aqui não há um coração como o seu?

Seja qual for o seu tipo... Ainda há tempo... 

Não deixe que ele dê a última batida, sem que haja um privilégio recíproco de amar e viver plenamente...
                                       Mey Li      


Respeite os direitos autorais.