sábado, 22 de outubro de 2011

HIPOCRISIA



 De repente percebi com tristeza o quanto eu já não sou mais eu
Dentro de mim borbulham emoções inexatas, vagas...

Porque os meus pensamentos não estão expressos nas palavras
Palavras que saem sem sentido

Porque o sorriso que brota em meu rosto não é o mesmo sorriso de antes
Não há verdade nele

Como não há verdade no colorido momentâneo
Quando demonstro sentimentos que não estão em mim

Por que eu me obrigo a dizer sim, quando deveria dizer não
Porque teimo em ficar, mesmo necessitando partir

E por querer amar, mas  ficar indiferente

De onde veio toda essa hipocrisia que agora me aflige?

Mey Li

Respeite os direitos autorais.  Imagem: Google

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Alquimia da queda




Lembre-se:
O inferno nasceu em um belo bosque,
Tarde ensolarada em que toda vida
Foi imersa e coagulada
Constante provação,
calcinada relação.

Reação comum
Sublimada no calor da emoção.
Naquela tarde a humanidade
Foi visitada pela condenação.

O inferno é um bosque

Onde as idéias não amadurecem


                            Anderson Ulquiorra


                                                Respeite os direitos autorais.   Imagem: Google

Um abraço noturno


A paisagem noturna
Arbustos secos, desfolhados
Compõe o espectro oportuno
Sombras da noite
Trazem a saudade
Memórias vitimadas pelo boicote.

Eu sou a sombra de um deserto 
Eu sou a garantia do medo
Eu sou quem sequestra 
Sem intenção de resgate.

Me apresento sempre no ultimo instante


Anderson Ulquiorra.  


(Poema inspirado no livro "A menina que roubava livros".)
Respeite os direitos autorais.   Imagem: Google


terça-feira, 18 de outubro de 2011

“Desejos”


Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor (...)
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável (...)
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canção de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr do sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade

VOCÊ



Parece que qualquer coisa que eu diga... Ofende o que eu sinto...
Eu não consigo ouvir seu nome sem brotar um sorriso no meu rosto
Não consigo imaginar sua voz sem brilhar meus olhos
Não sei se dizem outro nome... 
Eu sempre ouço um
Não consigo ver um casal junto sem sonhar com o dia em que nós dois estaremos assim
Não consigo olhar o céu sem sentir o seu calor nas estrelas
Não consigo levantar, de manhã, sem imaginar seu sorriso me encorajando pra mais um dia de luta
Seus olhos me protegendo e abrindo os caminhos de possibilidades à minha frente
Seus braços à minha volta, me protegendo de qualquer coisa que possa me fazer mal
Acho que não consigo mais viver sem pensar em você.

                                                                                     De Jonathan Cordeiro 



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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Anseios


Quem não anseia por uma brisa afável e delicada que sopre sobre você
E traga em seu floreio inconstante
A doce tranquilidade
 E a suavidade de paz

Quem não anseia por uma brisa suave
Que afague os cabelos
Toque no rosto com ternura, beijando-lhe as faces
Que estremeça os desejos da alma
Acaricie todo o ser
Acalente num abraço acolhedor
E sussurre promessas aos ouvidos

Quem não anseia por uma brisa suave que faça
Fechar os olhos
Erguer os braços
Suspirar profundamente saboreando esse sutil momento
E ainda sem despertar
 Se embalar nessa dança delirante
Imaginando a alma flutuando ao sabor dessa gostosa brisa
E experimentando a sensação de liberdade fluindo no corpo

Quem não anseia por uma brisa que vai e vem como bem quer
Que traga um  forte  sopro 
Dissipando como uma nuvem
A sufocante tristeza
O deserto dentro do peito
E o insistente vício

Quem não anseia por uma brisa  que sopre suave e devolva
O verdadeiro brilho dos olhos
O riso genuíno
 A cor de seus sonhos
E reavive o pulsar acelerado do coração
* * * 
   Quando essa brisa mágica vier, não a deixe  passar,  não fuja dela, apenas feche os olhos e sinta.
Mey Li
Respeite os direitos autorais.   Imagem: Google