sexta-feira, 30 de novembro de 2012






"Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente...
e não a gente a ele."

Mário Quintana

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Banho de chuva




Banho de chuva


Gotas lançadas do céu caem grandiosas e vibrantes
 Chuvaaaaaaa...
Impulso vibrante lança-me numa dança
Lábios se abrem na molhada brincadeira.
Um riso que se revela apenas um breve esboço
Disfarce...  Máscara...
Uma chuva mais tensa inunda o pensamento.
Chuva alucinante, feito tormenta
Escoa gritos da alma
Suspira melancólica um lamento incontrolável
De uma dor sem consolo, sem alívio
Cessam a dança e o rodopio
Coração pulsando avidamente, transborda emoções molhadas
Pérolas brilhantes, quentes
Vertidas em chuva de lágrimas
Unem-se gotas quentes e geladas
Perdem-se no fluxo e caem ao chão
Não há mais risos disfarçados
Apenas o silêncio das palavras molhadas


Mey Li


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Só seu...




Hoje queria abraçar, mesmo sem ser abraçado, só pra observar você se acalmando até pegar no sono... nos meus braços


Hoje eu queria pegar meu violão e cantar pra você, uma canção que te fizesse acreditar...


Hoje queria dançar com você alguma música romântica e continuar dançando mesmo depois que música acabar...


Não deixe que a escuridão de outras pessoas apague a luz que emana de ti. O mundo roda, a vida encontra seu caminho...


Você não está mais sozinha, não mais, nunca mais. Estou aqui, sempre estive só que agora você sabe...


Não reaja. Reagir é para os fracos. Os fortes agem, movidos pela sua própria vontade e não pelas atitudes dos outros.


Quero ser seu porto seguro, seu castelo, sua fortaleza intransponível, seu descanso, sua sombra...


Quero ser seu amigo, seu amor, seu amante, seu protetor, sua resposta...


Quero ser seu alívio, seu braço forte, seu sonho realizado, seu...


Só seu...



                                 Giordano Assunção

                                            

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

PRECISA-SE DE UM AMIGO




Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimentos.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem imprescindível, que seja de segunda mão.

Não é preciso que seja puro, ou todo impuro, mas não deve ser vulgar.

Pode já ter sido enganado (todos os amigos são enganados).

Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.

Deve gostar de crianças e lastimar aquelas que não puderam nascer.

Deve amar o próximo e respeitar a dor que todos levam consigo.

Tem que gostar de poesia, dos pássaros, do por do sol e do canto dos ventos.

E seu principal objetivo de ser o de ser amigo.

Precisa-se de um amigo que faça a vida valer à pena, não porque a vida é bela, mas por já se ter um amigo.

Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo.

Precisa-se de um amigo para ter-se a consciência de que ainda se vive.


                                                  Carlos Drummond de Andrade


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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Conflitos



Noite calma...
Madrugada insone...
Mente agitada, vagando em insistentes devaneios.
Sonhos despertos, emaranhados.
Peregrinos pensamentos,
Sofridos pensamentos
Desejos fragmentados por suscitantes agonias
Por quê?
Desacordo interior
Discuto comigo mesma
Coração e alma
Acusam minha mente
Razão e a emoção
Detonam e instala o caos
Estados indesejáveis se sucedem
Medo...
Insegurança...
Anulação...
Desconfiança...
Cada uma tem seu desígnio
Razão, endurecida, planeja revelar suas lúcidas verdades.
Emoção, cega, pulsa querendo voar ao encontro de ousados desejos.
Mas afinal...
É da natureza do coração pulsar no cérebro?
É da natureza do cérebro planejar um coração?
Não se ama com a cabeça
Assim como não se decide com o coração
Como fazer, então?...
Mesclar a razão com a emoção
Mesmo peso e a mesma medida
Resposta que o tormento finda
O caos rescindido
Calma interna
No silêncio... Embalo... Durmo...

Mey Li





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sábado, 5 de maio de 2012

Lua



Na amplidão da noite
Ela vem sorrateira

Majestosa
Toma a noite como o seu templo
Cintila com seu brilho e esplendor
Entre as pequeninas estrelas
Cobrindo  a  terra e o mar
Com seu véu prateado

Descobre a face oculta da noite
Faz-se testemunha dos segredos dos amantes
E seus devaneios incessantes
Faz querer o sonho viável
Faz bater mais forte corações  extasiados
O coração dos apaixonados

Musa inspiradora
Dos poetas e até não poetas
Hipnotiza e sussurra encantos
Embriaga e seduz

Que existe nessa tua natureza
Que a todos encanta?

Quem pode desvendar
Tuas magias e teus mistérios?

Mey Li


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quarta-feira, 14 de março de 2012

Dobras que é arte



Dobra aqui, dobra acolá

E lá se vai mais um papel
Transformado em belas esculturas
De beleza estonteante

Dobra aqui, dobra acolá

Origami é complicado
Mas não é nada para mãos delicadas
Com simplicidade e beleza
Dá formas
E qualquer papel se transforma

Dobra aqui, dobra acolá

E dobra e desdobra
Colocando a toda prova
Mãos habilidosas
Com delicadas pinceladas
A mágica está formada

Dobra aqui, dobra acolá

E o papel outrora liso,
Agora                                                                                   
Obra de arte
                                                                                                                       Respeite os direitos autorais   Fotos: Google 
Mey                                                                                        


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012



Louco, loucura 

Ansiedade louca, inquietante
mãos atadas, cabeça flutuante
dúvidas jogadas livremente
dentro desta minha fechada mente

Empecilho, pedra, montanha
blindagem que nem se arranha
estás ao lado tão protegida
lá fora está minha alma perdida

Chuvisco de pedra não esperado
meu peito é guarda-chuva quebrado
o arco-íris sonho inatingível
ser feliz, me parece impossível

O jogo da inútil resistência
sou forçado a jogar sem paciência
vou perdendo, sem qualquer opção
nem bandeira branca não traz reação

Super ansiedade cresce ainda mais
loucura por querer já é demais
és desígnio que não tem mais fim
és minha vida fora de mim.

Sérgio Avellar





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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Saudade

Que saudades!
Como pode alguém sentir saudades do que nunca houve?
Como pode alguém sentir saudades do que nem viveu?
É como estou hoje,
Com saudades!
Morrendo de saudades dos sonhos que criei,
Chorando de saudades das horas que imaginei,
Das histórias que sonhei.
Hoje estou assim,
Querendo que o tempo vá para onde eu quero,
Para onde ele nunca esteve.
Mas a saudade é tanta que me paralisa,
É muita saudade
E nem aconteceu
E nada eu vivi.
Como se pode sentir saudades de uma época que não existiu?
De fantasias e de promessas que nunca se concretizaram?
Por que sentir saudades de um futuro inventado
quando há um presente imenso para se viver?
Mas não se manda no coração.
O coração é pretensioso e quase sempre faz o que quer,
A razão até tenta dominar,
Mas raramente consegue.
E por causa do coração a gente faz um monte de besteira
E fica esperando, esperando…
Esperando que tudo volte a ser como antigamente…
Ou pior,
Que tudo seja como criamos em nossos sonhos mais recorrentes.


  by Germana Facundo




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